Novo Imposto automovel
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomaz, anunciou esta quinta-feira que a reforma do Imposto Automóvel (IA) vai implicar uma perda de receita líquida por parte do Estado de cerca de 97 milhões de euros no primeiro ano da sua aplicação, isto é, em 2008.Segundo o responsável, a mudança do IA para o Imposto Sobre Veículos (ISV) vai causar a perda de 95,4 milhões aos quais acrescem 20 milhões de euros no IVA (que irá incidir sobre uma base tributável menor). Deste valor, que somado atinge os 115,4 milhões de euros brutos, o secretário de Estado referiu que, como vão ser cobrados 18,1 milhões de euros de Imposto Único de Circulação (IUC), a perda total no primeiro ano será de cerca de 97 milhões de euros.
«Só ao fim do 5.º ano depois da introdução desta reforma é que se irá assistir a recuperação. Até lá estaremos a perder dinheiro em tributação», informou João Amaral Tomaz durante a sessão de apresentação do novo imposto, que decorreu no ministério das Finanças, em Lisboa.
Como o novo Imposto sobre Veículos vai começar a ser aplicado a veículos introduzidos no consumo depois de 1 de Julho deste ano, o secretário de Estado prevê que, em 2007, as perdas já se façam sentir «num valor pouco acima de metade do esperado para 2008».
Carros de maior potência e mais poluentes serão penalizados
A nova tributação automóvel, que além de substituir o IA pelo ISV vai alterar os actuais impostos de circulação pelo IUC, «irá diminuir, em termos médios, 10 por cento» das tributações com veículos, adiantou João Amaral Tomaz.
Ainda assim, os valores vão penalizar os carros de maior potência e mais poluentes, reduzindo-se a carga fiscal sobre os restantes: «Se pudéssemos, gostaríamos de ir mais longe. É o aspecto ambiental que está em jogo e que vai permitir ganhos», acrescentou o secretário de Estado.
Noticia publicada Agência Financeira.
Parecer: Para mim trata-se de investimento a longo prazo, porque como as condições financeiras dos Português estão a ficar cada vez mais reduzidas resultando-se assim em deixar a compra de automóvel novo para segundo plano, mesmo com a redução em media de 10% na aquisição. Parece-me que o nosso parque automóvel vai envelhecer, ou seja automóveis com idade superior a 10 Anos vão ser cada vez mais.
Por outro lado as auto caravanas e os motociclo, até agora isentos de imposto automóvel, vão passar a ser taxados, embora sujeitos a taxas reduzidas.
Conclusão vamos continuar a pagar o Imposto a prestações.
1 comentário:
Humm...é sempre de desconfiar quando o estado anuncia uma medida que os vai fazer perder dinheiro. Também não me parece que estejam preocupados com o ambiente quando "inventam" medidas destas. Ainda por cima Portugal é o país com o parque automóvel de cilindrada média mais baixa da Europa. Por este andar e com o nosso poder de improviso qualquer dia temos carros com motores de motorizada só para pagar menos impostos...
Sabes que mais...para o raio que os parta...!
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